Mas vamos ao sonho! Ontem era o dia 22 do meu ciclo e tanto no mundo real quanto no meu sonho. Só que eu fui ao banheiro (sonhando). E vi sangue. A maledeta! Porém, uma maledeta que só existe quando em outro mundo... Ela era cor de telha!!! Ao me deparar com aquilo, nem consegui ficar chateada, porque milhares de preocupações ocupavam a minha mente. Era muito cedo para ela descer, e eu havia tomado remédio para regular o ciclo, ou seja, eu não poderia menstruar naquele dia.
Liguei pra médica, claro! Mas atendeu a secretária. E a voz era idêntica! Ela me disse que a Dra. tinha saído de férias e estava no exterior e que, portanto, não poderia passar o recado que eu precisava falar com ela. Eu insistia que era só ligar pro celular. E ela não cedia e me explicava que a Dra. ficaria muito irritada com ela usando o telefone da clínica para ligar para o exterior. Vejam bem se isso faz algum sentido!!! Nenhum!!! Eu ainda comentei que não sabia se deveria tomar o remédio de novo no próximo ciclo e que precisaria resolver isso em 24, porque eu sempre começo a medicação no segundo dia. E queria muito fazer algum exame para verificar o que tinha dado de errado nesse mês (eu amo exames, tanto em sonho quando acordada. Só detesto fazê-los, ou melhor, cansei).
Olha, eu não sei até onde foi esse martírio. Só sei que uma hora eu acordei e percebi que aquilo tudo não passava de um pesadelo, que eu estava muito bem deitada na minha cama, sequinha e partindo pro dia 23DC. Despertei feliz, admito!
Tomei banho, me vesti e fui pra ginástica. Fiz um treininho bem meia boca, porque o meu personal estava doente, mas mais ainda porque na semana passada eu não fui em razão da dorzona que eu tava sentindo no ovário esquerdo. E também porque eu coloquei na cabeça que treinar pesado não é bom pra engravidar. kkk Exercícios físicos são ótimos, mas morrer fazendo não pode ser bom...
Quando estava saindo da academia, mais precisamente quando eu tirei o segundo pé da porta da academia, um passarinho verde #coisamaislindadessemundo bateu nos vidros do prédio da academia e caiu na minha frente, por muito pouco que não foi na minha cabeça. Pronto!!! Estragou o meu dia. Por que isso foi acontecer justo comigo?! Fazia 10 dias que eu não aparecia na academia e fiquei só 1h30 lá dentro. Por que comigo?!??!
O bichinho não morreu. E até agora eu não sei se isso é bom ou ruim, porque ele não parecia muito bem. Mas eu já vi outros passarinhos passarem por isso, ficarem quietinhos um tantinho e depois saírem voando. E os que vi morrerem, foi quase instantâneo. Então, antes que alguém pensasse em sacrificar o bichinho, já fui logo avisando que ele poderia estar só em estado de choque pela batida e que era melhor deixá-lo num cantinho para se recuperar. Pensei em levar na veterinária, mas concluí que não seria muito útil, porque, se tivesse se machucado muito (e as asas nós conseguíamos ver que estavam ótimas), não teria nada que pudesse ser feito por ele. E se não fosse nada sério, o stress de ser carregado poderia ser fatal. Melhor deixar a natureza decidir o destino do little bird. Nesse caso.
Eu teria ficado mais tempo ali pra ver o desfecho dessa história não fosse o fato que o Gui e o Gabriel estavam em casa me esperando para que eu levasse o baixinho para a escola. Então parti, pensando no pequenino que foi cair na minha frente.
Eu tomei o rumo de casa certinho, mas quando cheguei no fim da avenida já nem lembrava mais que estava indo pra casa, pois eu tenho o hábito de ir da academia direto pra casa da mãe. Apesar de serem lados contrários, no final da Av. Otto eu sou obrigada a tomar o rumo da casa da mãe até que consiga fazer o retorno pra mim.
E alguém acha que com o passarinho na cabeça eu lembrei do retorno?! Só quando eu já estava praticamente na esquina da casa da mãe, que olhei pro relógio do rádio e me dei conta que era super cedo e que parecia estranho eu chegar na mãe naquele horário. Aí, claro, senti o click em algum ponto do meu cérebro: o Gabriel!!!
Liguei pro Gui e perguntei se ficaria muito complicado dele mesmo vestir o uniforme no menino e levá-lo para a escola, porque eu já tinha chegado na mãe e me esquecido deles. Eu exagerei um tantinho, of course! Porque eu sei o trabalho que dá vestir o figurinha rara e o tempo que se perde de deslocamento para ir e voltar da escola. E tempo é dinheiro!
Eu não tinha muitas esperanças e por esse motivo nem tentei convencer o Gui a trocar de ideia quando falou que preferia que eu voltasse para lá.
No fim, cheguei em casa tão rápido que o Gabriel ainda estava apenas com a calça do uniforme! Sobrou pra mim, não teve jeito... Mas foi tudo muito tranquilo. Vestido, de café da manhã tomado, com mochila e pasta do inglês, partimos. Mas não sem antes eu dar uma varridinha na sala, porque o querido gato fez corrida maluca durante a noite e deixou caminhos de areia sanitária pela sala inteira. Dava até pra reparar qual era o percurso que ele tinha feito. kkkk
E assim foi o meu começo de dia. Tadinho do passarinho...
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