Básica e resumidamente explicando o que acontece, ao contrário do que ocorre com os homens, que se mantêm férteis por muito mais tempo, com as mulheres a reserva ovariana é preenchida quando ainda estão na barriga, ou seja, conforme o tempo vai passando (e a mulher vai ovulando em vão), sua reserva vai se tornando cada vez mais escassa até deixar de existir.
Além disso, conforme vai se aproximando a menopausa, seu corpo todo vai se alterando para essa nova fase. Assim, seus ciclos menstruais ficam cada vez mais irregulares; seu endométrio afina, o que dificulta a implantação do embrião; e a vagina, com a redução de determinados hormônios, se torna mais seca, sem o muco indispensável para a locomoção do espermatozóide.
Se até aí já está ruim, esse é um típico caso que pode ficar pior, pois, pra completar, existem inúmeras doenças comuns para mulheres que podem danificar os órgãos reprodutores, como endometriose e ovários policísticos, que, convenhamos, são bem conhecidas de todas. Da mesma forma, doenças crônicas e obesidade têm impacto considerável na (falta de) fertilidade.
Bom... Convenhamos que eu seria uma fresquinha se estivesse me preocupando com isso no auge dos meus 29 anos, não é?! Ainda não sou nem uma balzaquiana!!! Estou na flor da idade, algumas diriam. Mas isso é justamente o que me impressionou.
Segundo esse estudo, o período mais fértil para as mulheres é entre os 20 e os 24 anos. Podem acreditar! A partir daí, a linha começa a descer sensivelmente, até praticamente cair num precipício aos 35 anos de idade. E para que vejam como eu não estou exagerando, segue o gráfico:
Fonte: Management of the Infertile Woman, de Helen A. Carcio, e The Fertility Sourcebook, de M. Sara Rosenthal
Agora o que eu me pergunto é, se a Mãe-Natureza, tão sábia, nos fez desse jeito, por que insistimos em nadar contra a maré e priorizar outras metas antes de tentarmos nossos tão desejados e sonhados filhos? Por quê?!
Bom... Eu, mesmo quando não tinha muita noção de como funcionava o corpo feminino, tracei metas para a minha vida onde priorizava casar e constituir minha família em primeiro lugar. Aos 16 anos, eu estabeleci como planos futuros que casaria aos 24, teria o primeiro filho aos 25 e fecharia a fábrica antes dos 30.
De fato, casei aos 24, ainda que em função de uma gravidez "inesperada". Quando o Gabriel nasceu, eu já tinha 25 anos. Ok, não foi planejado. Ou foi... Meus planos foram seguidos praticamente à risca. Se foi meu subconsciente atuando em cima daquilo que o consciente havia programado há muito tempo, ninguém vai poder responder, apesar de eu acreditar que sim, afinal, até ultimamente eu não quis de maneira nenhuma ter outro filho e, ainda que sem tomar anticoncepcional, mas usando religiosamente a camisinha, não tive novas surpresas.
Agora, mais uma vez, pretendo obter sucesso nessa caminhada! Se eu tiver engravidado nesse mês, minha (meu) próxima (o) filha (o) nascerá no fim de julho, ou seja, terei recém feito 30 anos. Tomara! Ainda que não tenha, restará um longo ano para cumprir minha meta!
Claro, decidir por ter um filho não é uma escolha fácil, porque não existe a época perfeita para isso. É tudo uma questão de prioridades. Eu fui mãe relativamente nova (pros padrões da sociedade atual, mas não para a nossa Mãe-Natureza) e, por causa disso, meu lado profissional ficou completamente fragilizado.
Eu não me estabeleci profissionalmente antes do meu filho nascer, praticamente não tenho experiência alguma pra escrever num currículo. Tenho, por outro lado, uma enorme capacidade e sei que seria muito competente onde quer que trabalhasse (modéstia não é uma das minhas qualidades), mas isso só sabe quem convive comigo. Por isso, não me restam muitas opções a não ser prestar um concurso.
Claro, como boa canceriana que sou, super ligada à família, esse também sempre foi um dos meus planos, porque, sabendo que eu priorizaria minha família durante minha vida inteira, eu não poderia procurar uma atividade autônoma ou que demandasse muito do meu tempo.
Mas o fato é que, algumas vezes, quando estou de saco cheio de estudar, completamente desmotivada com a falta de seriedade com que os concursos estão sendo elaborados (e isso acontece direto), eu temo que jamais faça alguma coisa produtiva da minha vida e isso é inaceitável nos dias atuais.
Eu preciso engravidar logo e preciso arranjar forças pra estudar onde quer que seja, porque assim eu serei completa! E poderei dizer pra mim mesma que sou uma excelente planejadora e, melhor ainda, executora da minha própria vida!
Quanto às minhas amigas que desejam ser mães do primeiro, segundo ou terceiro filho, fica o recado: elejam prioridades enquanto é tempo! O momento ideal não existe, pois quanto mais estabilizada se está na sua profissão, quanto maior é o seu salário, menor é seu tempo para dispor com um filho. E vice-versa!
O fato é que a gente sempre pode arranjar o que fazer da vida pra ganhar dinheiro, ainda que nem sempre seja a carreira tão sonhada. Mas fazer filhos, amigas, a natureza nos coloca limites. E passar por congelamentos de óvulos ou inseminações artificiais, claro, não é o fim do mundo... Mas fazer do jeito natural é muito mais gostoso e menos angustiante.
Se eu estou ansiosa e nervosa com hoje, imaginem como eu estaria se tivesse investido alguns milhares de Reais na minha vontade de ter filho. Eu já precisaria ter sido internada!!!

2 comentários:
"Se eu estou ansiosa e nervosa com hoje, imaginem como eu estaria se tivesse investido alguns milhares de Reais na minha vontade de ter filho. Eu já precisaria ter sido internada!!!" hahahahahahahahahahahahha
Nossa Be,realmente nossas possibilidades de ser mãe despencam com o passar dos anos, engraçado como TUDO para nós mulheres ou é ou se torna dificil com o passar do tempo, imagina se os homens iam aguentar tamanha pressão, seriam todos surtados!
Mas lendo seu post me deu vontade de ter logo outro, embora isso nao esteja nos planos agora, mas se demorar mais um pouco já viu, to quase nos 30, ai ai ai ... dilemas da vida ...
Beijos!Adoro teu blog! Ha com certeza absoluta tu terá sucesso em qualquer coisa que vá fazer na vida, fato!
Obrigada, Fran!!! Bem que tu podia te animar e tentar fazer outra bombonzinha pro mundo, hein! Ou um bombonzinho, bem lindão!!! LOGOOOOO!!!
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Vai comentar? Ebaaaa!!! Adoro!!! Muito obrigada! Pode ter certeza que eu vou ler e responder.